Vem aí o 2020!

Avisa-nos o calendário gregoriano de que estamos ao chegar ao fim de 2019 e ao início de 2020. A tal passagem de ano… Altura que se costuma sugerir que seja de balanço, e também para desejar o que gostaríamos que acontecesse, a nós e aos outros, no ano em que vamos entrar. Desejar é um direito, de facto, mas que nos deixa sobretudo na expectativa quanto ao que possa acontecer.

Que sabemos nós do porvir?… se há tantos imponderáveis possíveis, em diversos domínios da nossa vida?… Desejar?… Ou perspectivar, traçar objectivos e planos para o ano que temos pela frente, e fazê-lo em relação à nossa vida pessoal, como em relação à família, às organizações onde estejamos inseridos, sejam elas de que natureza for, inclusive associativas, de voluntariado, da sociedade civil? Ou seja, desejar que aconteça, ou assumir ser cidadão activo, tomando parte na vida dos grupos e comunidades em que estamos inseridos, contribuindo para a sua melhoria, com reflexos positivos na vida dos que os compõem?

Mas… perguntemo-nos… se há tantas áreas que não podemos dominar, como as que dependem das decisões do poder político, autárquico, administrativo… que fazer? Como posso eu, no horizonte de um novo ano que está quase a começar… que posso eu fazer para que esse meu “ano novo” seja melhor que o anterior, apesar de parte substancial da minha vida depender de orientações e decisões que não controlo? E ser melhor em quê? Para quem? Para quê?…

Haja o que houver, deixar de pensar é que não convém, porque nos aproxima do “Zé Ninguém”, que está comandado pela rotina dos dias, ano a ano desejando a si e aos outros “feliz ano novo”. Pior ainda se o “Zé Ninguém” vive, ou melhor, vegeta, em sociedades em desagregação total, sujeitas a hediondos crimes humanitários, onde a guerra e a pilhagem são a constante…

2020

Assim, com o pensamento nesses que nada têm, a viver em condições infra-humanas, cujo ano novo vai ser mau, talvez ainda pior do que o ano que estão a deixar, ainda arranjo palavras para 2020: QUE SEJA DE SAÚDE, PAZ E DE CIDADANIA ACTIVA. Para mim e para as pessoas Amigas. Por mim, vou continuar a empenhar-se nisso. Assim a saúde mo permita.

Manuel João Sá.

Autor: 60emais

Português.

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