Cristiano Ronaldo

Isto sim, é futebol!…

Mas, antes disso, é muito mais. Trabalho, treino, treino, treino… Fazer. Tentar. Errar. Voltar a fazer. Voltar a tentar. Mais trabalho. E método, aplicação, perseverança. Querer! E crer! Estudo. Procura. Conhecimento. E novamente treino, repetição, repetição… Domínio do espaço, domínio do tempo, domínio da técnica. Domínio do objecto do desejo – aqui, a bola – só possível quando se percorreu o que foi conseguido: o que está dito antes. Além disso, ou, por cima de tudo isso: Ousadia. Prazer. Irreverência. Instinto aplicado no momento vital. Em milésimos de segundo, a transmissão, do centro de comando – da cabeça (do cérebro, dos neurónios) ao corpo (mental e físico) para executar assim, “aquilo”, daquela forma, com aquela técnica, com aquela intensidade, com aquela direcção, rumo ao objectivo, ao “goal”, ou seja, ao nosso “golo”, em português. E nós, ao vê-lo, erguemo-nos com ele, quase saltamos com ele – sobretudo os que deram uns chutos, porém, coisa tão insignificante, comparando com ele – porque estamos, também em milésimos de segundo, a prever o que pode acontecer, a desejar o que pode acontecer e… aconteceu!… Uma obra de arte… dizem, dizemos. Sim, uma obra de arte. Das “mãos” de pintores, músicos, artistas, operários, escritores, cientistas, professores, técnicos, artesãos… desportistas e tantos outros, cidadãos comuns, saem obras de arte. Como esta. Ou não: levam horas, dias, anos, a conceber, a criar, a produzir. E a raiz é essa, sempre: Trabalho, treino, treino, treino… Fazer. Tentar. Errar. Voltar a fazer. Voltar a tentar. Mais trabalho. E método, aplicação, perseverança. Querer! E crer!… e por aí fora…
Depois, desta vez, o artista, RONALDO, foi brilhante no pós OBJECTO DE ARTE, por si construída, mostrada, partilhada por todo o Mundo. Arte humana, fugaz, captada para sempre por outros artistas (aqui, foto na capa do jornal “A BOLA”) como já tantas vezes conseguiu. Mas desta vez, talvez por ter sido ovacionado, de pé, até pelos adeptos do adversário, no estádio destes, RONALDO foi exemplar: respeitado, respeitou; admirado, feliz com ele mesmo, ficou, porém, como menino, sorridente, quase tímido. E melhor: agradeceu, com vénia. Foi simples. Modesto. Honesto. Terreno. Humano.
Fez-me lembrar Eusébio quando, em 1966, marcando um golo ao célebre (e enorme, no tamanho e na arte de defender) Lev Yachine, o foi confortar.
E é isso que RONALDO precisa de saber fazer, sempre: descer à Terra, mesmo se o que faz e como faz, de forma tão brilhante, o leve a comportar-se como um deus.
Desta vez, RONALDO, estou contigo. Inteiramente! Ah… Obrigado.

ronaldoEPA2 (345x298)
Cristiano Ronaldo, no seu segundo golo, no jogo da Liga dos Campeões, com a Juventus, em Itália, em 3 Abril 2018. Resultado final 0-3, a favor do Real de Madrid. Capa do jornal “A BOLA”, de 4 Abril 2018. 

 

Autor: 60emais

Português.

Um pensamento em “Cristiano Ronaldo”

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.