Todos os dias… Dia da Mulher.

TODOS OS DIAS…

Nas entranhas mais profundas da mulher, é ali que a semente da Humanidade começa a germinar, e depois, com desejos de longevidade e felicidade, apesar dos imponderáveis, apesar dos acasos prováveis, apesar de tanto de impensável, a vida ganha a luz do dia. 
Na mulher, pela mulher, a Humanidade se renova e avança, a cada milésimo que passa, e nela e com ela nos continuamos, até ao infinito, na finitude das nossas vidas pessoais. Para sempre, assim será.

Mulher. Mãe. Filha. Irmã. Amante / Amada. Amiga. Namorada… e tantos papéis mais na vossa vida e na vida em vosso redor: em casa, fora de casa, na sociedade. Tantos papéis, para tão pouca recompensa, a vida toda, para milhões de vós – a maioria.

A esta hora, neste preciso segundo, há uma Mãe a quem o leite secou, para o filho agonizante; a doença célere adormeceu, para sempre sua filha; uma bala feriu de morte o filho adolescente, numa guerra qualquer… A esta hora, neste preciso segundo, uma mulher carrega os filhos, a fome, a dor da indiferença, da violência física e verbal, do abandono, do espectro do fim. A esta hora, neste preciso instante, como há milénios, e para sempre, no meio do maior sofrimento, há raios de luz a cintilar em todo o mundo: nascem crianças, e é dela, da MULHER, para lá de todas as desgraças, que a Humanidade continua imparável, a brotar.

Para as Mulheres da minha vida, as que já partiram, as que continuam nesta estrada (que seja por muitos anos) e eu ao vosso lado, neste dia que é vosso – mas assim é todos os dias – dizer OBRIGADO é pouco.

Manuel João Sá.

imagens-do-dia-carregadores-de-lenha-bangladesh-20180109-001 (500x333)

Autor: 60emais

Português.

Um pensamento em “Todos os dias… Dia da Mulher.”

  1. Enquanto houver desigualdades, injustiças sociais, descriminações, exclusões, marginalizações, perseguições, violações, etc., das mulheres, e não só, tal como refere o Manuel no texto, não somos dignos de nos designarmos como: Humanidade.
    Ainda assim, não podemos desistir, antes pelo contrário, devemos juntar vontades e forças para nos humanizarmos, e criar as condições necessárias à construção de uma comunidade humana, digna desse nome.
    Está nas nossas mãos, da mesma forma que criámos condições para a construção, organização e sustentação das sociedades contemporâneas, assim como estamos quotidianamente a construir as futuras.
    E, tendo em conta o que é observável, estamos a caminhar em direcção ao abismo, à catástrofe… Não podemos continuara a fingir que não é nada connosco, os detentores do poder e os seus executivos, falam, decidem e executam, em nosso nome e como nossos representantes.
    Isto é, tornam-nos responsáveis pelos seus actos, até porque em democracia o poder é do povo e para o povo: O Povo é Soberano.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.