A Fábrica Avilima, do Vale de Santarém

Primeiro contributo para a História da Fábrica Avilima, do Vale de Santarém.

Teria eu oito anos quando comecei a ouvir falar de uma “fábrica dos sapatos”, no Vale de Santarém. Não posso precisar se já estava a funcionar nessa altura, mas lembro-me de que na terra ia uma grande discussão sobre o assunto: uma nova fábrica era a novidade, e toda a gente, nas lojas, nas tabernas, nos campos, na praça, pelas ruas, tinha algo a dizer. As opiniões, as interrogações, como sempre, eram muitas. Tal novidade surgia após a ausência, durante anos, de novas unidades fabris, por ali. Na verdade, havia então a “fábrica dos briquetes”, uma unidade industrial de transformação de minério de carvão em blocos, semelhantes a tijolos – os briquetes – destinados ao consumo em fornalhas de grandes dimensões, como as dos comboios de então e outras máquinas. Situada na zona de Cadima, mesmo junto à linha férrea do Norte, esta fábrica recebia parte dos materiais de carvão extraído na mina de Rio Maior, e que era canalizado para ali, através do ramal ferroviário criado em 1945, chamado ramal de Rio Maior, entre esta vila e o Vale de Santarém. Trabalhavam aqui alguns homens do Vale e das proximidades, em condições muito difíceis, sujeitos à doença pulmonar causada por depósitos de poeira de carvão nos pulmões, como mais tarde se veio a comprovar – sobre este tema estou a elaborar trabalho, que irei divulgar.

Além desta, havia ainda a “fábrica das gasosas”, ou seja, a Fábrica de Refrigerantes Águia d’Ouro, então propriedade do Dr. Fragoso de Almeida, médico, natural do Vale, com consultório na terra, no edifício que vinha da família, na Rua Marquesa da Ribeira Grande. Esta fábrica, tendo já estado noutros locais do Vale, situava-se então no quintal do dito prédio. Desta fábrica, além das gasosas, saiam laranjadas e pirolitos e, em determinado período, um refrigerante à base de cola, que pouco tempo durou, pois veio a ser proibido no País. Os refrigerantes da Águia d’Ouro, de boa qualidade, eram vendidos em tabernas e outros lugares de muitas terras nos concelhos de Santarém, Cartaxo, e outros, em redor. Esta fábrica dava trabalho a cerca de doze pessoas: no engarrafamento, na lavagem e na distribuição, e também dava um certo prestígio à terra, do que hei-de falar. E era tudo o que havia de fábricas, naquela época, no Vale de Santarém e, pelos arredores, muito pouco se encontrava no domínio industrial, no concelho de Santarém – somente para os lados de Torres Novas, Tramagal e Pernes havia crescimento do desenvolvimento industrial. Também estou a organizar uma história desta fábrica, tanto mais que meu pai, Manuel da Silva Sá, foi, durante quase toda a sua vida profissional, trabalhador nesta unidade.

Foi por isso com algum alvoroço que o Vale recebeu a criação da nova fábrica, destinada a fazer sapatos para senhoras, essencialmente, dizia-se, com a particularidade de, além das solas em cabedal, o restante ser confeccionado em guita, em trabalho feito à mão. Portanto, um trabalho destes exigia muita mão-de-obra, e o Vale acabou por ser, naturalmente, o principal centro de recrutamento de pessoas para essas tarefas. Não foi sem alguma contestação que a novidade foi recebida por alguns sectores da zona, mais ligados ao sector agrícola, em especial, os proprietários de maior dimensão. Precisando sobretudo de mulheres para certas actividades sazonais, como as vindimas e a apanha da azeitona, por exemplo, estes proprietários ficavam com menos pessoal disponível, pois era de esperar que, face à novidade da fábrica, preferissem seguir esta via para a sua vida, se tivessem oportunidade, considerando que era trabalho mais qualificado, mais limpo, exigindo menos dispêndio de energias e era realizado “debaixo de telha”, com a possibilidade de ser mais bem pago. Não fazia mal tentar e, se fosse possível, era muito provável que a decisão das mulheres fosse… deixar o trabalho do campo e avançar para a fábrica. As mais jovens, sobretudo, assim pensariam, e aí estava o receio dos grandes agricultores, que teriam de ir mais longe recrutar o pessoal que o Vale de Santarém passaria agora a ter em menor quantidade, para o trabalho agrícola.   

A ideia da concepção e lançamento da fábrica e do negócio correspondente foi de D. Encarnação, esposa de Joaquim Lima Monteiro, agricultor de muitas posses, do Vale, e de D. Elisabete (Babete, para os amigos) casada com o também conhecido Eng. Avilez, que trabalhava na Fonte Boa. A partir dos apelidos Avilez e Lima construíram o nome da Fábrica – AVILIMA – que teria como objectivo, sinteticamente, produzir sapatos para senhoras (usando guita, como já dito, além do cabedal, para as solas) a que juntaram o fabrico de chapéus, malas e outros adereços, também para senhoras. Assim, a fábrica tinha duas áreas distintas de produtos, para clientes finais do sexo feminino. Essas duas áreas (sapatos, por um lado, e chapéus e malas, por outro) obrigaram a necessidades de aprendizagens para aplicar saberes e técnicas específicas, que as operárias foram começando a distinguir desta forma: “as dos sapatos” e “as dos teares”. Portanto, a partir daqui, e pela experiência que as operárias contavam em casa, com amigas e pelo Vale, veio a ficar, para o futuro, que havia “os sapatos” e “os teares”, mas a fábrica haveria de ficar mais conhecida, no Vale e arredores, pela “fábrica dos sapatos”… da Avilima, talvez por ser maior o número de pessoas a trabalhar nessa área dos sapatos. À D. Encarnação ficava entregue, em particular, a área dos sapatos e, à D. Babete, a dos teares.

Além do recrutamento de mulheres, também houve necessidade de homens, para sapateiros. Quanto às operárias, a selecção incluiu logicamente quem tivesse a escolaridade obrigatória, abrangendo pessoas de diferentes idades, promovendo-se assim um certo equilíbrio etário que, se não foi desde logo previsto, viria a funcionar positivamente depois, como foi reconhecido pelas próprias trabalhadoras (que me referiram este pormenor) por ajudar ao desenvolvimento das mais novas, em termos pessoais e sociais, apoiadas pelas de maior idade – a possibilidade de contacto permanente, naquele ambiente propício, com mulheres já casadas, permitiu-lhes outra preparação para a vida. Por outro lado, apesar de ter sido o Vale a terra que, desde o início, mais contribuiu para a força de trabalho da nova fábrica, no que respeita às mulheres, também acabaram por entrar algumas outras, sobretudo da Póvoa da Isenta. Quanto aos sapateiros, necessários também em quantidade razoável, e de preferência já com algum conhecimento prático da profissão, era mais difícil a sua obtenção no Vale, pelo que houve que recorrer a outras zonas onde pudessem existir e de onde pudessem deslocar-se, diariamente, para o Vale, ou então mudarem a sua residência para a aldeia. Foi assim que, para além dos muito poucos que foi possível obter no Vale, vieram sapateiros das zonas de Torres Novas e de Pontével, além da zona da Benedita e ainda de outras terras mais próximas do Vale.

A fábrica terá começado a funcionar nos primeiros anos da década de 1950, naturalmente de início com uma fase de aprendizagem e formação por parte da maioria do pessoal, sobretudo das mulheres. Quanto aos sapateiros, que já dominavam o essencial básico da função, teriam somente de afeiçoar esse seu saber prático a novo tipo de sapatos – foi o caso do Sr. Bruno, sapateiro, do Vale. Passada essa fase inicial, a fábrica entrou em laboração normal, mas as instalações eram ainda precárias – só mais tarde haveria mudanças para uma nova zona fabril, para instalações adequadas. Na primeira fase, terão entrado somente algumas operárias, como a Dionísia “do Brás”, a Ilda, do Manel Pedro, a Alice, irmã da Ilda, a Maria Isabel “do Zé Carlos”, a Alda do “Toinico”, a Fernanda “do Hermenegildo”, a que outras se seguiram, um pouco mais tarde, entre as quais: a Maria Júlia “do Pereirita”, a Emília de Oliveira, “do Quintelas”, a Maria Elisa “do Canha”, a Maria Inocência Sá, a Vitorina Gaspar, e a Emília Batista e irmã, Maria Delfina, estas duas da Póvoa da Isenta. As mulheres tinham, como chefe, a D. Carolina, na parte dos sapatos. Nos teares, Gilberta, filha do Sr. Dionísio da farmácia, era a responsável, braço-direito da D. Babete.

A fábrica passou a oferecer ao mercado um produto que não existia (no caso, dos sapatos de guita) e outros produtos que, embora existindo (chapéus e malas para senhora) havia a intenção de aparecerem como novidade, diferentes, portanto, do que havia à venda. Estando por confirmar, da minha parte, se havia produção para exportar, não é de excluir que essa vertente tenha sido também equacionada e praticada, com o avançar da consolidação da nova unidade fabril, já depois de passar a estar em instalações definitivas e melhor apetrechadas.

Muito mais há a dizer sobre a “fábrica dos sapatos”, a Avilima, que marcou o Vale de Santarém durante algumas décadas, e por onde passaram muitas dezenas de trabalhadores, mulheres e homens, nas duas vertentes: sapatos e teares. Famílias houve em que todos os membros disponíveis trabalhavam para a Avilima: presencialmente – na fábrica – ou em casa, sobretudo quando se tratava de sapatos, pois que sendo o trabalho uma espécie de “entrançado” feito com guitas, sobre um desenho em cartão, colocado numa almofada assente num banco próprio de madeira (como uma das fotos mostra) era possível, a quem aprendesse (mulher ou homem) fosse operário contratado ou não, reproduzir o que era apresentado como molde a seguir, com desenhos que variavam, e conforme o tipo de sapato: raso, de salto alto, ou até chinelas. Assim, casos houve em que o marido, a irmã, o irmão ou mesmo outros familiares, acabaram por ser, também, operários da Avilima, sem contrato – portanto, fora do controlo oficial – recebendo catorze escudos por cada par, na fase inicial.

A Fábrica Avilima transformou, de certo modo, o Vale de Santarém, contribuindo inegavelmente para o seu desenvolvimento. Para além de outros aspectos importantes a salientar, termino por hoje com a referência ao garrido da saída da Fábrica, todos os dias, de mulheres e homens, onde a juventude tinha um quinhão muito evidente, que animavam a estrada principal e as outras ruas da aldeia. Era um colorido cheio de vida, que invadia todos os dias a nossa terra, ao fim da tarde, no inverno já noite, cuja memória ficou para sempre, sobretudo para quem o viveu. Memórias que, para além de outros, eu procuro fixar, com os meus singelos contributos. 

Numa próxima crónica abordarei outros aspectos importantes da Avilima, corrigindo também, ou tornando mais precisos, alguns pormenores desta crónica que eventualmente disso careçam.

Vai realizar-se, conforme anunciado, um almoço de antigos trabalhadores da Avilima. Vai ser no próximo dia 26 de Novembro. Com saudações para a organização, que seja um reencontro de muita confraternização, com boas memórias, e que se repita por muitos anos, é o meu desejo.

Será também, certamente, o desejo de três das minhas irmãs, que fizeram parte dessa novidade que foi a Avilima, no Vale de Santarém: a Maria Inocência, a Maria Emília, a Maria Margarida, nos sapatos. A Maria Manuel, que já faleceu, aos 25 anos, trabalhou nos teares.

Este meu trabalho, como contributo para a história da Avilima – que vai continuar em próximas crónicas – é em sua memória, e também em memória de outras e outros que já partiram, e afinal, em homenagem às mulheres e homens que, para aquela fábrica, deram o seu contributo, e que ficaram na história mais recente do Vale de Santarém.

Manuel João Sá

16 Novembro 2017.

Luciana Martins Ribeiro-talvez 1968
D. Luciana Martins Ribeiro, operária na Fábrica Avilima (nos sapatos) nesta foto, no quintal de sua casa, no Casal da Abelha, a executar o seu trabalho, tendo ao seu lado a irmã, Maria Virgínia Heitor, que não terá chegado a andar na fábrica. Foto cedida por Reinaldo Ribeiro, filho de D. Luciana,
Avilima-Trabalhadoras - Cópia
Outras trabalhadoras da Avilima-Vale de Santarém, em período de descanso, nas imediações das instalações da Fábrica. Foto cedida pela Maria Guilhermina “Minita”.
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Três trabalhadoras da Avilima-Vale de Santarém, da parte dos teares. Foto da Família Sá e nela está a Maria Manuel Sá (1ª à direita, falecida com 25 anos, em 19 Fev. 1973) e suas amigas: Isilda Bernardes Oliveira, ao centro, e a Carolina, irmã do Veríssimo.
Almoço - Fabrica de Sapatos Avilima - Anos 80
Um grupo que organizou, na década de oitenta do século passado, o que terá sido o 1º almoço de confraternização de trabalhadoras da Fábrica Avilima-Vale de Santarém, e onde estão pessoas de períodos diferentes da fábrica.
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Um novo almoço de confraternização vai realizar-se. 26 Nov. 2017!

Autor: 60emais

Português.

9 opiniões sobre “A Fábrica Avilima, do Vale de Santarém”

  1. A História faz-se da constante sequência de eventos. A instalação da fábrica de sapatos Avilima na nossa terra é um registo dessa História.
    Obrigado pela recuperação da memória.

    Reinaldo

  2. Caro Manuel João
    É com grande emoção que leio os teus artigos sempre com uma carga de romantismo, saudade e verdade da história recente do nosso Vale. venho lancar-te um desafio que é o de organizares um livro/historia recente desde a segunda metade do sec XX . Procuro preservar a memória dos tempos que vivemos na nossa terra que nos ajudou a crescer e a sermos Homens e Mulheres e cujas raizes devemos preservar para sempre. Desde o saudoso prof Costa até aos jogos e porrada com o João Ferreira que nos ajudam a crescer e a conquistar o mundo.
    Manuel João se quizeres avançar posso ajudar no que for preciso. Estamos no mundo para contribuir para o bem comum
    Obrigado pelo teu empenho na preservação da memória do nosso Vale.
    Abraço
    José Leiriao

  3. Bom amigo Manuel João
    Foi com muito gosto que lemos o teu muito bem permenorizado relato historico das actividades industriais que tiveram lugar na nossa velhinha Aldeia / Vila e em particular uma dessas empresas inddustriais a qual ficou conhecida como a “Fabrica dos Sapatos AVILIMA” sabendo que abrangia igualmente os ” Teares” .

    Houve outra “Fabrica …..as das Tripas ” muito cerca d0 antigo moinho de alcatruzes movido pelas aguas dos Ribeiros ( para moer cereias => farinhas ) que pertencia ao sr. Eduardo Moleiro e Esposa , pais do nosso colega Zé Amado ( Zé Moleiro ), hoje propriedades das familias Farinhas e vizinhas das dos Jacinto e Antonio Abreus .
    Essa dita “Fabrica” foi um autêntico desastre sobretudo ambiental pois essas aguas criatalinas dos ditos Ribeiros”rios” que a Natureza continua a previligiar o Vale de Sanatrém , ficaram sujas de imundices e cheiros insuportaveis.
    Um pequeno aparte do AVILIMA
    Nos dias que correm e pelas noticias que vemos na RTPi ( EXTREMA SECA ) devia-se muito seriamente pensar em preservar e cuidar dessa riqueza que continua a correr nessas 3 bicas + uma nas fontes do Vale …..nem todos os lados do Pais têm um dado assim tão precioso com aguas disponiveis.

    Voltando à AVILIMA , claro como deves imaginar o teu artigo atirou a atenção duma forma mais intensa da parte da Adriana visto ela ter também durante longos anos trabalhado ( na divisão dos Sapatos ) juntamente com muitas colegas cujas idades iam de jovens raparigas partilhando experiências com senhoras com idades mais avançadas como a D. Luciana ( mãe do Reinaldo ) , minha tia Emilia Oliveira ( mulher do meu tio “Manel Quintelas” e muitas mais .

    Acontece que sobre suas colegas na foto que tu identificas “da MINITA” a Adriana esta sentada no chão lado esquerdo em frente à MINITA e como varios anos jà passaram embora todo o seu esforço tentando recordar – em vão – não consegue identificar àparte da MINITA quem são todas as outras, sòmente a MINITA talvez possa ajudar ?????.

    Concordo com a idea do Zé Leirião de lançar-te um desafio que seria de organizares um livro/historia sobre o nosso velhinho Vale de Santarém .

    Acaso possa ser util em qualquer coisa embora longe é com prazer

    Um BEM HAJAS pelo teu empenho na preservação da memória do nosso Vale ( segundo certos arquivos dos anos 1700 antigamente identificado a => São Julião de Santarém => Vale de Soeiro => Vale de Pisão …??? ) .

    Um abraço amigo

    Keep in touch

    Zé Tomé

  4. Querido amigo que bom artigo sobre a AVILIMA , muito acertado e veraz , quanto á fabrica de “ pirolitos “ onde passava muito tempo a ver trabalhar e a tentar ajudar para ficar com alguns berlindes de vidro que colocavam nas garrafas , creio haver algumas imprecisões quanto aos proprietários e demais .
    Mas informa te melhor que posso ser eu a estar confuso !
    De qualquer forma amigo , um grande obrigado pelos teus artigos , que tanto recordam a nossa adolescência e valorizam o nosso VALE !!!

    Gostaria que falasses do nosso muito digno Rancho , das suas raízes e do seu criador e muitos anos director .

    “. Ó Vale ó Vale que lindo que és tens a lezíria a beihjar-te os pés , tens o campino e tens o forcado , tens os belos touros e o fandango bem marcado “

  5. Ainda quanto á fabrica de briquetes , o proprietário era o Eng Monteiro de Barros que residia na quinta da bica , onde de início viveram os meus pais .
    Abraço

  6. Gostei muito de ler este artigo sobre o Avilima. Sou neto de uma das fundadoras, que se chama mesmo Babette.
    Fico muito interessado em ler novos artigos sobre o Avilima.

    1. Frederico, é com muito gosto que recebo o seu comentário. Vou escrever mais sobre a Fábrica AVILIMA, que tão importante foi no Vale de Santarém, num determinado período da nossa vida colectiva. Abraço.

  7. Caro amigo
    Gostei muito de ler o seu artigo sobre o Avilima e fiquei muito interessado em futuros desenvolvimentos.
    Como o meu filho Frederico escreveu no seu comentário o nome da minha mãe era mesmo Babette em memoria da sua avó materna que era romena .
    Logo que consiga vou enviar- lhe algumas recordações nossas sobre o Avilima e o Vale de Santarém.

    1. Caro Francisco, reforço o muito gosto que foi tê-lo conhecido pessoalmente, como a sua irmã Margarida, no convívio do passado dia dia 27 Out, organizado pelas trabalhadoras da AVILIMA. A AVILIMA ficou para sempre na memória dos valesantarenos, e há que preservar essa memória. Muito mais há para dizer e assim vai acontecer: tenho em mãos um trabalho com esse objectivo, no âmbito da Associação Cultural Vale de Santarém-Identidade e Memória, à qual pertenço. Muito agradeço o que puder facultar-nos para esse fim, pois tudo o que vier é também parte da história do Vale de Santarém. Muito obrigado pelo seu comentário, aqui, no meu blog. Abraço.

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