20 de Janeiro de 2017: Trump, ou o primeiro dia de uma nova era, em todo o Mundo.

Hoje, 20 de Janeiro 2017, não é um dia igual a tantos outros.
É um dia a anotar, com um enorme ponto de interrogação, para cada um de nós, seja qual for o lugar, no mundo, em que vivamos. 
Nos EUA entra hoje em cena a mais imprevisível e perigosa figura que, nas últimas décadas, maiores preocupações traz a todo o mundo. Donald Trump. Entra em cena como presidente do grande país, após já andar em cena, com as mesmas características de comportamento, na vida empresarial, nas grandes negociatas, nos jogos de influências, na vida social. Toma posse acompanhado por gente com perfil do mesmo tipo, rumo a um futuro de incertezas e medos, que se espalham pelo resto do mundo.
No seu país teve apoiantes suficientes, que lhe deram a vitória eleitoral (isto não pode deixar de nos pôr MUITAS PERGUNTAS, e não só uma: como foi possível?) mas também se sabe que tem igualmente apoiantes entre alguns outros mandadores e muitas outras pessoas, um pouco por todo o lado. O que ele tem defendido, e o que os seus companheiros de governação também querem, anuncia-se como um futuro de, pelo menos, grande e perigosa turbulência, sem dúvida com vítimas anunciadas à partida: os mais fracos, seja de que tipo forem. Tudo o que não venha a ser isto, ou pior, será uma enorme surpresa. 
A história contemporânea já registou ascensões populistas que, cavalgando alimentadas por anteriores erros e práticas de uso e abuso dos direitos dos cidadãos, conseguiram obter a vitória pelo voto e, depois, mergulharam as sociedades, o mundo, em convulsão total. Hoje, porque os tempos, apesar de tudo, são outros, e a informação global poderá ter papel decisivo, talvez não se chegue aí, porém… tudo é interrogação. Uma grande interrogação.
Uma coisa eu sei: os cidadãos não devem deixar a, quem quer que sejam os governantes e outros poderosos, a possibilidade de nos mergulharem no caos, seja ele de que natureza for. Aqui, seja na nossa freguesia, no nosso concelho, no nosso país, ou no mundo. Se assim não procedermos, e de um modo cada vez mais assumido, estaremos à mercê disso mesmo: de que sejamos conduzidos a cenários de destruição e caos.
Manuel João Sá
20jan2017

Autor: 60emais

Português.

2 opiniões sobre “20 de Janeiro de 2017: Trump, ou o primeiro dia de uma nova era, em todo o Mundo.”

  1. «Uma coisa eu sei: os cidadãos não devem deixar a, quem quer que sejam os governantes e outros poderosos, a possibilidade de nos mergulharem no caos, seja ele de que natureza for». Esta frase é sua, neste artigo, como sabe. Mas os americanos, que é um país sem história, até conseguem eleger um homem destes para presidente da nação mais poderosa do mundo, principalmente sob o ponto de vista bélico! Enfim, dinheiro e poder. Tenhamos esperança. Um abraço para si.

    1. Sim, é verdade. É por isso que sobre o que diz, com razão, dos efeitos da aliança dinheiro+poder, não vejo eu outra via que não: a informação, esclarecimento, elevação cultural, participação activa dos cidadãos, das “coisas” locais às regionais e nacionais. A nossa ausência (dos cidadãos em geral) desses palcos, onde tanta coisa acontece (como o que se deu nos EUA) deixa caminho livre para todas as usurpações por parte de poderosos, de diversas naturezas. Não temos outro caminho, isto para além de, depois, cada um tomar, ou não, um enquadramento politico partidário que, nesta asserção, não deverá ser conciliador ou promotor dessas tais práticas, condenáveis. Afinal, isto vem dos princípios da Humanidade: ou nos defendemos, com o sentido do bem comum, buscando harmonia (os gregos falavam em “organon” – organização) ou somos vencidos. Nos Estados Unidos, em Angola, na Turquia… onde quer que seja.
      Agradeço o comentário. Abraço.

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