POLUIÇÃO NO RIO MAIOR, UM FLAGELO TAMBÉM PARA OS PESCADORES

Alarga-se o movimento de denúncia por parte de cidadãos de diversas localidades por onde o rio Maior passa, devido à elevada poluição que apresenta. Rio que era de águas limpas, as quais serviam para todas as utilizações da agricultura numa zona onde existem muitos campos férteis, mas também proporcionavam a pesca a amadores e até a outras pessoas que tinham na pesca de rio parte do seu sustento. Ainda em rapaz participei eu em alguns concursos de pesca, os quais traziam ao rio Maior, na zona do Vale de Santarém, como a outras, dezenas de concorrentes, vindos por vezes de lugares distantes. Hoje isso é completamente impossível – as águas estão podres.

Nas populações do concelho de Rio Maior – como Póvoas, Alcobertas, São João da Ribeira – bem como outras mais a jusante – como Póvoa da Izenta, Vale de Santarém, Santana, Vila Chã de Ourique, Cartaxo e até Azambuja – surgem afirmações claras de descontentamento por esta situação tão grave, havendo tomadas de posição e acções concretas para exigir que sejam tomadas medidas. Mais recentemente, o Clube de Amadores de Pesca do Vale de Santarém, dando continuidade ao descontentamento que já havia manifestado perante as autoridades ao longo dos últimos anos, deu uma entrevista ao jornal O Ribatejo, que pela sua importância, e com a devida vénia, aqui incluo.

Há consciência de que há leis a cumprir, mas as suiniculturas e também outras indústrias, como a de tomate, em São João da Ribeira, têm estado sem qualquer incómodo a poluir o rio. Ao que se tem ouvido dizer, os órgãos da administração pública a quem cabe  tomar medidas têm demorado na acção que delas se espera. Enquanto isso o problema mantém-se e agrava-se. Aliás, como diz na entrevista abaixo reproduzida o presidente do Clube de Pesca do Vale de Santarém, até dos esgotos da zona de Santarém e do Vale vai grande quantidade de porcarias para o rio. Há mesmo uma avaria na estação elevatória que devia bombear as águas residuais para a ETAR de Santarém, mas como isso não acontece é o rio que recebe toda a descarga de esgotos por tratar da zona de Sao Domingos.

Por todas estas razões ganha força a ideia de que só com a acção cívica das populações, exigindo medidas contra esta calamidade, será possível levar a que sejam tomadas medidas, que passam por obrigar os poluidores, de todo o tipo, privados e públicos, a fazerem as alterações necessárias para termos um rio Maior saudável: para a agricultura, para os peixes e outros animais do rio, para a pesca, para o lazer, para a natureza. Todos ganharemos com isso, ao longo do percurso do rio, com benefícios também para o próprio Tejo e para o País.

Poluição no Rio Maior
Entrevista no jornal O RIBATEJO – 10Jan2013 – dada por Carlos Vieira (na foto), presidente do Clube de Amadores de Pesca do Vale de Santarém.

Autor: 60emais

Português.

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