VALE DE SANTARÉM – NOVA FOTO DE ANTIGOS ALUNOS DA ESCOLA PRIMÁRIA ARISTIDES GRAÇA

Foi o Rogério Lúcio que me enviou esta foto. Para quem não saiba, o Rogério Lúcio é neto de um senhor que tinha uma profissão de outros tempos, que hoje não se encontrará por aí. Era um especialista em camas de ferro. Isso mesmo, camas de ferro. Um dia meu pai disse-me: vamos ali ao mestre Joaquim Lúcio, para ele pintar a cama. Não me lembro de como a cama veio para nossa casa mas, como estava bastante mal de pintura e precisava de outros remendos, chegou a altura de procurar solução.

Então, lá fomos. O mestre Joaquim Lúcio recebeu-nos no quintal de sua casa, que ficava para os lados do cabeço do Mesquita. Pouco disse, depois do boa-noite, que era já lusco-fusco. Olhou, olhou os ferros e disse: oh Manel, daqui por um mês já a podes levar. E assim foi. Quando lá voltámos, a cama parecia como nova. Um espanto de pintura, as flores, como que naturais, naquele cesto a imitar verga, sobre a cabeceira, a formarem um ramo do mais resplandecente que se podia encontrar, um jogo de cores a condizer com a tinta que tinha sido escolhida para o resto. Ah, e aquele cheiro a pintado de fresco, que depois se haveria de misturar com os outros perfumes do quarto.

Bom, mas… o Rogério Lúcio, neto do mestre (e atenção, mestre, nesses tempos, era um posto: chegava lá quem fosse mesmo bom e como tal reconhecido naquilo que fazia…) o Rogério respondeu sim ao pedido que fizemos, no sentido de nos serem enviadas fotos de antigos alunos da nossa escola primária. Por isso, desde já lhe agradecemos. Diz ele no mail que mandou:

Envio-te uma foto tirada junto a uma porta da escola com meia dúzia de rapazes. Estou na 2ªfila, 2ºa contar da esquerda, entre o Guedes e o Fernando. Não sei o ano em que a mesma foi tirada. Eu entrei para a escola em 1954. Das fotos que publicaste, reconheço-me em 2 fotos com duas professoras. Tive o professor Costa, mas não me vejo em nenhuma delas. 

Recebida a foto e lida a mensagem, respondi-lhe que esta foto não correspondia ao padrão, ou seja, não havia sido tirada nos locais do costume – pátio da escola das meninas – e não estava presente um professor. Sobre isso respondeu o Rogério:

Não te sei dizer, talvez alguém daquele grupo de rapazes pedisse ao fotógrafo para lhes tirar uma foto. Além de mim, estão lá o Helder, o Serranho, o Nascimento, o Fernando (Silva), o Joaquim Rafael, o Rato, o Guedes, o Loureiro e os restantes estou a reconhecê-lhos, mas não me recordo dos nomes. Se algum deles consultar o blog, talvez possa dizer mais alguma coisa.

Além dos que indicou, eu reconheço ainda o Cabrita, que morava no Rio das Patas, numa casa que ficava nos terrenos da Dona Georgette, muito bonita senhora mas muito forte, a quem o Vale todo conhecia por “senhora gorda”. Mas que lindo rosto tinha a Dona Georgette!… Além desse àparte que a memória me permite… quem mais está na foto, para além dos já referenciados? Quem dá uma ajuda?

Está feita a apresentação da foto. Obrigado, Rogério.

Tal como ele partilhou connosco esta sua recordação, muito gostaremos que outros antigos alunos nos façam chegar também fotos e outros materiais que possam disponibilizar, para serem divulgados. Todos beneficiaremos com isso: é a história da nossa escola (e assim a história da nossa terra) que vamos recuperando e construindo.

Manuel Sá

Foto de antigos Alunos da Escola Primária Aristides Graça, Vale de Santarém

Autor: 60emais

Português.

2 opiniões sobre “VALE DE SANTARÉM – NOVA FOTO DE ANTIGOS ALUNOS DA ESCOLA PRIMÁRIA ARISTIDES GRAÇA”

  1. Comentário de Rogério Lúcio:

    Amigo Sá,
    Quero agradecer-te pelo texto que pubicaste no blogue em que trazes à lembrança o meu avô Manuel Lúcio – não Joaquim Lúcio, que era irmão e morava perto da Estação dos Caminhos de Ferro – como o mestre de trabalhos em ferro, nomeadamente camas e lavatórios. Cheguei a ir com o meu avô até ao Sr. Eduardo das bicicletas (pai do amigo Eduardo Almeida) para se proceder à expedição das camas e lavatórios, através de camionagem, para o Lar Moderno (loja de móveis) em Santarem. Naquela época o material era empalhado para o proteger de possíveis maus tratos.
    Quero dizer-te que tens uma excelente memória.
    Um grande abraço.

    Rogério Custódio

    1. Obrigado Rogério,

      Pois é, Manuel e não Joaquim. Um ou dois dias depois de ter publicado, essa dúvida instalou-se em mim: Joaquim? Joaquim?… parece que não me soa… talvez Manuel… Manuel Lúcio. Também disse para mim: se for Manuel, o Rogério há-de dizer. E disseste. Aqui fica a correcção: chamava-se Manuel Lúcio, o mestre, teu avô.

      Quanto à memória… bom, como se pode ver já vai deixando escapar algumas coisas. É assim. Paciência.

      Grande abraço.

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