CRÓNICAS DO VALE DE SANTARÉM – PINHEIRO DAS AREIAS (2)

AFINAL, PRESIDENTE DA JUNTA DO VALE DE SANTARÉM E CÂMARA VÃO TOMAR MEDIDAS PARA SALVAR O PINHEIRO DAS AREIAS

Quando escrevi sobre o magnífico Pinheiro, estava longe de pensar que a protecção e preservação do Pinheiro das Areias estava na agenda dos poderes autárquicos. Porém, o meu amigo Joaquim Pinheiro, puxando também pela árvore que tem o nome do seu apelido, mandou-me o seguinte:

Lembrei-me do velho pinheiro do Vale e fui procurar melhor na net. O Mirante fá falou nele:

Arquivo: Edição de 08-01-2009

Pinheiro das Areias em risco

 A presidente da Junta de Freguesia do Vale de Santarém quer impedir a morte do designado “Pinheiro das Areias”, que considera um símbolo da freguesia e que se encontra em risco. “As raízes já estão a ver-se”, afirmou Maria Ilda Lanceiro (PS), numa sessão da assembleia municipal, apelando à câmara que faça algo. Na mesma sessão a autarca pediu ainda que seja encontrada uma solução para o armazém inacabado no Alto do Vale, que se encontra ao abandono e que foi entretanto comprado pela câmara.
e o Correio do Ribatejo de 25 de Março fala dele:

http://www.correiodoribatejo.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2810:as-rainhas-do-reino-vegetal&catid=59:ambiente
Também há uma referência aqui:

http://www.panoramio.com/photo/42363300

com mapa e tudo

Pelo que li no CR de Março a coisa não está esquecida mas, com a troika por cá, não deve ser desta que fazem as obras.

Muito obrigado, Joaquim.

Pois bem, para já interessa que seja parada a devassa na zona onde o Pinheiro das Areias está, pelo que agora se diz há mais de 200 anos. O Pinheiro, árvore que figura no brasão da terra (e que eu também escolhi como imagem do meu blog) bem merece continuar na sua longa vida, como ser que é, e para prazer dos habitantes do Vale de Santarém e não só. Porém, para isso, é imperioso que os humanos o não maltratem, como tem vindo a acontecer ultimamente.

Oxalá as palavras sejam confirmadas pelos actos ajustados à situação.

E eu, insisto… e que tal a criação de um GRUPO DE AMIGOS DO PINHEIRO DAS AREIAS? Que nasça e cresça, cresça, cresça… entre os habitantes do Vale de Santarém e outros interessados?

Manuel

Autor: 60emais

Português.

5 opiniões sobre “CRÓNICAS DO VALE DE SANTARÉM – PINHEIRO DAS AREIAS (2)”

  1. alguem tem que fazer alguma coisa para salvar o SIMBOLO do vale de santarem, visto que a coudelaria nacional saiu da Fonte Boa.
    assim do nosso Brasao só sobra o nosso pinheiro e a ponte romana.

    se conseguissemos que este caso chegasse á SIC ou á TVI, tenho a certeza que o assunto seria resolvido rapidamente

  2. Boas ideias, caro Valter. Por um lado, a convicção de que alguém tem que fazer alguma coisa. Falar do assunto, por aqui ou por outra via, é um dos meios que pode ajudar a isso. Obviamente, importa não ficarmos por aí. Falei de UM GRUPO DE AMIGOS, que pode não se chamar assim, mas ter o mesmo objectivo, que é o de defender a vida do Pinheiro das Areias, pelo que ele representa para a terra e que vai muito para lá dela. Mas os da terra, e outros, que queiram associar-se ao movimento, poderão desempenhar um papel fundamental. Defender o pinheiro significará defender a sua protecção e tratamento adequado, pois ele é o tal símbolo da terra, porém como sabemos já é um monumento nacional, vivo, no domínio das árvores de grande porte, em geral e de longevidade, entre os pinheiros.
    Por outro lado… Claro que todos os meios de divulgação do assunto são relevantes e, daí, ser oportuno falar na SIC ou TVI, e porque não noutros meios de comunicação social, tais como jornais e rádios, desde logo os da região de Santarém. As associações ambientalistas, como a Quercus, por exemplo, também têm certamente “coisas” a dizer, embora tenha pesquisado e nada tenha visto sobre o assunto, da parte dessas associações.
    Ao nível do Vale, como de Santarém (concelho) as gestões autárquicas terão uma palavra importante, se calhar decisiva, que se espera e deseja que seja tomada. Uma palavra quer dizer: ACÇÕES.
    Estou disponível para, com outros, iniciar algo que possa ir no sentido da salvaguarda do Pinheiro das Areias, que é um património de enorme valor, tanto local como regional e mesmo nacional, pelo que merece toda a nossa atenção e empenho na continuidade da sua vida, como árvore monumental que é.

    Muito obrigado pela sua colaboração. Até breve. Abraço.

    Manuel

  3. Carissimo, muito obrigado pelo seu post. Com base nele escrevi uma Moção a apresentar na próxima Assembleia de Freguesia para tentar aproveitar a boleia do Mercado de Arrendamento Social que ao qual a Camara aderiu para pelo menos resolver o problema social em torno do pinheiro. Por outro lado, ao Presidente da Câmara, vereador na altura da entrevista, será perguntado pelo projeto e porque é que a Câmara Municipal não concorreu aos Fundos Comunitários do PRODER. Água mole em Pedra dura….. Arménio Gomes

  4. Portanto, como é bom de ver, o que interessa… é que haja interesse pelo que é NOSSO. Neste caso, o Pinheiro das Areias, um símbolo do Vale de Santarém, a nossa terra (mas que ultrapassa esse universo, pelos motivos que já foram aqui lembrados, por mim e por participantes no blog – obrigado por isso) deve merecer o interesse da população. Não é só a questão da árvore, do símbolo que ela representa, que está em equação. Há bem mais para além disso. A via que escolheu é uma das formas, legítimas, democráticas, activas, de se lutar por isso. Formas de cidadania activa, no Vale de Santarém, como por todo o lado neste país, é do que mais precisamos. Está mais do que provado que ver acontecer as situações, esperar que os poderes representativos analisem e tomem decisões a tempo e certas, mesmo em casos evidentíssimos como este, a maioria das vezes não leva a nada. E, ao nível local, há muitas formas de intervir activamente, por via democrática, para defender o que é justo. Por exemplo, passei ontem pela Ponte de Asseca e olhei para o Rio Maior. Uma vergonha de poluição, um esgoto que continua, porque há quem esteja impunemente a fazer esse estrago. Os poderes públicos – autarcas e organismos oficiais estão-se nas tintas. Mas os habitantes do Vale e de outras terras por onde o rio passa, se nada fizerem, são coniventes com esse crime. Ora, a cidadania activa (que também inclui medidas como as posições nas assembleias autárquicas, mas há outras vias democráticas, mais amplas, mobilizadoras e de maior impacto) é a única forma de combater estes flagelos, já que as leis (e elas existem) não são aplicadas, e os prevaricadores continuam, podemos dizer, com a cobertura (pela indiferença) dos poderes e das próprias populações. E isso dá no que temos visto, ou seja, leva-nos à perda sistemática de valores e de direitos.
    Obrigado pelo seu interesse, que saúdo, em defesa do Pinheiro das Areias e do símbolo que ele representa. Estou consigo.
    Manuel

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