ANTIGOS ALUNOS DA EX-ESCOLA INDUSTRIAL E COMERCIAL DE SANTARÉM – ESTAMOS DE LUTO. O ZÉ CARDOSO MORREU…

A caminho de mais um Encontro Anual, somos surpreendidos com a brutal notícia: O ZÉ CARDOSO MORREU!…

Por instantes, o silêncio. Incrédulos, pedimos: diz lá outra vez. E vem a confirmação. O Zé Cardoso… morreu. Todos nós, os da equipa que prepara o Encontro, a dizermos: ainda há dias, ainda ontem… estivemos com ele. O Zé Cardoso, um entusiasta dos (e nos) nossos Encontros.

O Zé Cardoso. Sorridente. Conversador. Amigo da discussão frontal. A voz para ser ouvida por todos. Alegria no convívio. Na dança. Na brincadeira. O Zé Cardoso… como é possível? A Manela do Vale a dar-me a notícia. Eu a dizer… oh pá!, não pode… mas as palavras não escorregam, vêm depois, juntas, repetidas. Não pode ser, não pode ser… Mas pode, é verdade… infelizmente, é.

Toca o telemóvel. Estamos aqui, em estado de choque, diz-me a Talita. O Fagulha… a telefonar… eh pá, mas… a voz a faltar, ali emperrada, num lugar esconso da garganta… então como é que aconteceu uma coisa destas?… Aconteceu. Aconteceu. A Zé, manda sms, a dizer-me: abraço, toda a nossa unidade. O Prata a viajar. Pergunto-lhe: soubeste já de uma notícia. Diz que não, mas na voz, pressinto que espera coisa menos boa. Digo-lhe: o Zé Cardoso morreu esta noite. Disse-lhe para encostar o carro. Oh pá, oh pá, como é isso? Sim, é isso, infelizmente é isso.

Aqui estamos, assim ficamos. Cada um em seus lugares, nas suas casas, com os seus familiares. Ou então, a vaguear, à espera que venha a força que acalme a força desta brutalidade que se chama morte, mas também vida. Cada um de nós confortando-se a si e aos outros, com o pensamento no Zé e no como é tão cruel a força que nos rouba assim, à vida, ao convívio dos nossos mais chegados, dos nossos logo a seguir, onde estão os que mais privaram com ele na Escola. E, ao fim e ao cabo, todos os da Escola.

Não teve tempo, o Zé, de concluir o seu papel neste Encontro. Mas ele vai estar connosco. Hoje, amanhã, sempre. Como todos os outros que, estando tão perto, tão perto, já partiram e, afinal, todos os anos, voltam a estar connosco.

Hã, Zé, lá nos encontraremos. No dia 27 de Fevereiro, nosso Amigo! Vamos dançar por ti e para ti! Vais ver… é até as pernas dobrarem. Quem sabe se tu não virás, lá do sítio onde te iremos acompanhar, com a tua terceira ou quarta camisa mudada, para continuares, em forma. Na dança, sempre! Com o teu sorriso e a tua alegria! Força Zé! Estamos sempre contigo. Para sempre!

Manuel

Autor: 60emais

Português.

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